CD Abacaxepa – Caroço

R$25,00

Quem disse que esse abacaxi não tem caroço?

Caroço é signo de vida e morte; de princípio e fim, simultaneamente. Dualidades inseparáveis do caráter da semente. Talvez metáfora de outros binômios até duma cancerígena conotação. “Segredo que morre semente”, mas se morre semente, há de se ter um segredo muito bem guardado, pois ali subjaz a vida. Caroço é palavra, e também o jeito popular e poético que o sertão encontrou para cantar esse mistério. Contraditoriamente, Caroço é o nome do primeiro álbum de Abacaxepa, a banda que tem o “abacaxi de fim de feira” por nome, a fruta sem caroço, mas coroada. Eis a criação: misturar abacaxi, mais xepa, mais caroço.

A canção popular brasileira tem dimensões continentais, que de tão vasta se reinventa engolindo as sonoridades que nos atravessa de fora pra dentro. Abacaxepa apresenta um mosaico colorido à brasileira desse planeta sul-americano. Pós-tropicália, só um gênero daria conta daquilo que seria indefinível por conter tantos ritmos em si, por ser um caldeirão pós-moderno de sonoridade, a MPB. Abacaxepa nos apresenta um disco de Música Popular Brasileira, e que disco senhoras e senhores!

Me encantei, a priori, pela imagem de uma banda composta por meninas e meninos, e que trazem uma beleza radical do humano quando de cara a androgenia é zelado nos lábios, nos olhos, no corpo, na voz, na sexualidade talvez, apesar disso não vir ao caso agora. A imagem foi um encanto, mas a música, a música é de arrebatar.

Abacaxepa é um grupo que se encontrou artístico musicalmente na Escola Superior de Artes Célia Helena em São Paulo.
Traz à tona um trio de vocal poderoso, Carol Cavesso, Bruna Alimonda e Rodrigo Mancusi, além de serem compositores de mão cheia, são consciente das notas e das declarações melódicas que o grupo propõe. A divisão de vozes exala modernidade, longe de uma harmonização cafona, o trio timbra pra valer, além da beleza e personalidade de cada canto.
Na instrumentação vem um quarteto sensível à canção: Juliano Veríssimo(Bateria e Percussão), Ivan Santarém (Guitarra e Violão), Fernando Sheila (Baixo), Vinícius Furquim (Teclado). A canção brasileira requer de qualquer músico, uma sensibilidade aguda com a palavra. Não adianta apenas o virtuosismo técnico harmônico e rítmico, há de se entender a onda marota e cantada que ecoa da boca. Parabéns menines, vocês são genuínos cancioneiros populares e ainda tiveram o privilégio de ter o auxílio luxuoso de Ivan Gomes, quem assina a produção do álbum.
Escrevo esse texto, sabendo que Caroço é um mistério que ainda não decifrei, é ironia, rock e paródia:
“Meu bem você me dá afta na boca”.
Quem ousa tocar em uma canção de Rita, senão para fazer jus à sua obra? E fizeram.

Caroço, começa com sabor; com rock; com ironia; romance e paródia:
“Eu vou comer um abacaxi azedo pra lamber a tua boca”. Depois daí existe um abismo poético a ser desvendado, que vai do câncer rock-manguebeat-brega-bossa-nova sonoro, ao remédio de “um povo que reza e não sabe que o efeito é colateral”.

Quem ousa responder a questão?
“Quais partes de mim vem velar as palavras mortas na boca muda e seca?”

Caroço é a resposta e a questão, é palavra muda, também. Eis o mistério para se criar um abacaxi de fim de feira que dá um Caroço como fruto.

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REF: 241030912-1 Categoria

Descrição

Quem disse que esse abacaxi não tem caroço?

Caroço é signo de vida e morte; de princípio e fim, simultaneamente. Dualidades inseparáveis do caráter da semente. Talvez metáfora de outros binômios até duma cancerígena conotação. “Segredo que morre semente”, mas se morre semente, há de se ter um segredo muito bem guardado, pois ali subjaz a vida. Caroço é palavra, e também o jeito popular e poético que o sertão encontrou para cantar esse mistério. Contraditoriamente, Caroço é o nome do primeiro álbum de Abacaxepa, a banda que tem o “abacaxi de fim de feira” por nome, a fruta sem caroço, mas coroada. Eis a criação: misturar abacaxi, mais xepa, mais caroço.

A canção popular brasileira tem dimensões continentais, que de tão vasta se reinventa engolindo as sonoridades que nos atravessa de fora pra dentro. Abacaxepa apresenta um mosaico colorido à brasileira desse planeta sul-americano. Pós-tropicália, só um gênero daria conta daquilo que seria indefinível por conter tantos ritmos em si, por ser um caldeirão pós-moderno de sonoridade, a MPB. Abacaxepa nos apresenta um disco de Música Popular Brasileira, e que disco senhoras e senhores!

Me encantei, a priori, pela imagem de uma banda composta por meninas e meninos, e que trazem uma beleza radical do humano quando de cara a androgenia é zelado nos lábios, nos olhos, no corpo, na voz, na sexualidade talvez, apesar disso não vir ao caso agora. A imagem foi um encanto, mas a música, a música é de arrebatar.

Abacaxepa é um grupo que se encontrou artístico musicalmente na Escola Superior de Artes Célia Helena em São Paulo.
Traz à tona um trio de vocal poderoso, Carol Cavesso, Bruna Alimonda e Rodrigo Mancusi, além de serem compositores de mão cheia, são consciente das notas e das declarações melódicas que o grupo propõe. A divisão de vozes exala modernidade, longe de uma harmonização cafona, o trio timbra pra valer, além da beleza e personalidade de cada canto.
Na instrumentação vem um quarteto sensível à canção: Juliano Veríssimo(Bateria e Percussão), Ivan Santarém (Guitarra e Violão), Fernando Sheila (Baixo), Vinícius Furquim (Teclado). A canção brasileira requer de qualquer músico, uma sensibilidade aguda com a palavra. Não adianta apenas o virtuosismo técnico harmônico e rítmico, há de se entender a onda marota e cantada que ecoa da boca. Parabéns menines, vocês são genuínos cancioneiros populares e ainda tiveram o privilégio de ter o auxílio luxuoso de Ivan Gomes, quem assina a produção do álbum.
Escrevo esse texto, sabendo que Caroço é um mistério que ainda não decifrei, é ironia, rock e paródia:
“Meu bem você me dá afta na boca”.
Quem ousa tocar em uma canção de Rita, senão para fazer jus à sua obra? E fizeram.

Caroço, começa com sabor; com rock; com ironia; romance e paródia:
“Eu vou comer um abacaxi azedo pra lamber a tua boca”. Depois daí existe um abismo poético a ser desvendado, que vai do câncer rock-manguebeat-brega-bossa-nova sonoro, ao remédio de “um povo que reza e não sabe que o efeito é colateral”.

Quem ousa responder a questão?
“Quais partes de mim vem velar as palavras mortas na boca muda e seca?”

Caroço é a resposta e a questão, é palavra muda, também. Eis o mistério para se criar um abacaxi de fim de feira que dá um Caroço como fruto.

Informação adicional

Peso 27 g
Dimensões 16 x 14 x 2 cm

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